Ser empreendedor é resolver problemas. Funcionários são clientes.

Este não é mais um artigo para lhe vender uma solução. Compartilho pensamentos clássicos, ideias e gestos simples que transformam empresas em impérios.

Ser empreendedor é estar vivamente interessado em resolver problemas. Mas o que é problema?

Eu explico:

Palavra de origem grega criada há 3 mil anos que quer dizer “passar adiante“. E, logicamente, como diz a tradução, “problemas não são resolvidos, são transferidos a alguém”.
Vai uma historinha para delinear...

Uma empresa com problemas financeiros, faz um corte de despesas e demite cem funcionários. Ela não solucionou o problema. Ela transferiu o problema para os cem despedidos, que causaram uma reação em cadeia. Ficaram sem dinheiro para consumo e não puderam fazer compras. Aí o problema é repassado ao supermercado, que vai dispensar cinquenta funcionários e está com produtos sobrando no estoque.
“Clientes podem demitir todos de uma empresa, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar”. Assim disse Sam Walton, fundador da maior rede de varejo do mundo, Walmart, e do Sam´s Club, com quase 5.000 lojas.

O problema das pessoas consequentemente é o motivo de estarmos no mercado de trabalho.

E o empreendedor é aquele que tem o olhar sensível às necessidades humanas. É capaz de criar uma oportunidade, em benefício do coletivo, mas que também gere resultados para o seu empreendimento.

A estimulação empreendedora implica em risco.

O risco é uma necessidade, uma condição e parte integrante do processo evolutivo do empreendedor. Sem riscos, você viverá na zona de conforto, dentro daquilo que acha seguro. Não dará passos inéditos, fundamentais para o crescimento.

Oportunidade de deixar sua marca

Empreender é construir uma percepção, uma marca que traduza qualidade e atenda as demandas das pessoas. Marca é a história de que o consumidor se lembra quando pensa em você (a experiência de consumo, o tratamento, o jeito que foi atendido em uma eventual reclamação). Ela é a impressão que registra sua presença no mercado e na sociedade.

"E então eu me divirto. Assistindo essas empresas gastarem milhões de dólares, em marketing e publicidade, a fim de que eu retorne. Quando, na verdade, eu já estava lá, e tudo que tinham de fazer era algo simples, barato e fácil: tratar-me com um pouco de cortesia”. Essa citação faz parte discurso do fundador do Walmart, na abertura de um programa de treinamento, conhecido como ”O cliente que nunca mais volta”.

A simplicidade da solução

As palavras de Sam Walton transcendem gerações e ensinam que independentemente da época, um gesto de nobreza pode ajudar a ser bem-sucedido nos negócios.
O que faz com que o consumidor se sinta bem ou mal ao realizar uma compra está relacionado a como ele é atendido pelos funcionários. Isso vale para qualquer empresa que interage com pessoas: clínica de estética, faculdade, loja de roupas, decoração, pet shop, entre outras.

Todos os dias recebo e-mails com “fórmulas mágicas” de como faturar milhões com a internet. Sistemas, aplicativos, estratégias com soluções para todos os problemas. “Mas como o médico pode prescrever uma receita, se você não disse onde dói”?

As pessoas gostam de pessoas que se interessem por elas. Portanto a atitude sincera, a simpatia, o sorriso espontâneo e a sensação genuína de que o vendedor está interessado em ajudar são, sem dúvida, o fator determinante entre o fracasso e o sucesso nos negócios: se o consumidor volta ou não.

O vendedor é a ponta final da jornada de compra. Comece o processo interessando-se por eles, decore seus nomes (as pessoas adoram ouvir o som dos próprios nomes). Não são só clientes que gostam de quem gosta deles, os seus funcionários também. Estabeleça um relacionamento amigável e depois proponha a motivação.

Quando o vendedor conversa com os clientes, aumenta o ticket médio em 20%. Sem nenhum investimento adicional.

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